Em 48 horas, duas vidas perdidas na BR-364: até quando a principal rodovia de Rondônia continuará sendo palco de tragédias.
- portalrondoniaemfo
- 31 de jul.
- 2 min de leitura
A BR-364 voltou a ser cenário de dor e luto em Rondônia. Em menos de 48 horas, dois acidentes graves tiraram a vida de dois condutores em trechos diferentes da rodovia, reacendendo um debate que há anos preocupa motoristas, caminhoneiros e moradores: quem está cuidando da segurança da principal rodovia federal do estado?
Na última terça-feira (28), uma mulher, moradora de Cacoal, morreu após um grave acidente envolvendo um automóvel e uma carreta carregada de milho, no trecho entre Ouro Preto do Oeste e Jaru. A colisão provocou o tombamento da carreta, espalhando a carga sobre a pista e interditando o tráfego por horas. Além da vítima fatal, outras pessoas ficaram feridas.

Menos de um dia depois, na quarta-feira (29), outro acidente de grandes proporções foi registrado no km 460 da BR-364, entre Jaru e Ariquemes. A colisão entre uma caminhonete e um caminhão baú terminou com a morte do motorista da caminhonete, que ficou preso às ferragens e não resistiu aos ferimentos.

Mais do que números, são duas famílias destruídas, dois sonhos interrompidos e uma população que convive diariamente com o medo de trafegar pela rodovia que liga Rondônia de ponta a ponta.
Uma rodovia vital, mas que cobra um preço alto
A BR-364 é a principal rota de escoamento da produção agrícola, pecuária e industrial de Rondônia, além de ser o caminho diário de milhares de trabalhadores, empresários, transportadores e famílias. O intenso fluxo de caminhões, somado a longos trechos de pista simples, aumenta o risco de colisões graves.
A pergunta que fica é inevitável:
Até quando vidas continuarão sendo perdidas antes que medidas mais efetivas sejam tomadas?
Onde estão as respostas?
É evidente que nem todo acidente pode ser atribuído às condições da rodovia. Fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, fadiga ao volante, uso do celular e falhas mecânicas também contribuem para tragédias e precisam ser investigados caso a caso.
Mas também é legítimo cobrar das autoridades ações concretas para reduzir os riscos.
A população espera respostas de órgãos como:
* NOVA 364 , responsável pela manutenção da rodovia;
* Polícia Rodoviária Federal (PRF), na fiscalização e prevenção;
* Ministério dos Transportes, responsável pelo planejamento das melhorias estruturais;
* Governo Federal, que conduz projetos de modernização e investimentos na BR-364.
Entre as medidas frequentemente defendidas por especialistas e usuários da rodovia estão:
* duplicação dos trechos com maior índice de acidentes;
* melhoria da sinalização horizontal e vertical;
* criação de faixas adicionais em pontos críticos;
* manutenção constante do pavimento e dos acostamentos.
Não podemos normalizar essas tragédias
Quando acidentes fatais passam a ocorrer em sequência, existe o risco de que a sociedade os enxergue como algo “normal”. Não são.
Cada morte representa uma família marcada para sempre.
Cada ocorrência deve servir como alerta para que motoristas redobrem os cuidados e para que o poder público avance em políticas de prevenção e infraestrutura.
As investigações vão apontar as causas específicas desses dois acidentes. Entretanto, independentemente das conclusões, permanece uma certeza: preservar vidas deve ser prioridade absoluta.
A BR-364 movimenta a economia de Rondônia, mas não pode continuar sendo lembrada pelas tragédias que deixam pelo caminho. O estado precisa de uma rodovia mais segura, e essa discussão não pode surgir apenas após mais uma família entrar em luto.






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